20 de mai de 2008

Instituto Carnauba participa da Reunião do CBH-Acaraú


O Instituto Carnaúba, participou no dia 15, no auditório da Receita Federal, em Sobral, da 3ª. reunião extraordinária do Comitê da Bacia do Rio Acaraú, onde foram discutidos diversos temas de interessa da dos 32 municípios da Bacia do Acaraú. O Comitê é composto por usuários, sociedade civil e poder público, na esfera municipal, estadual e federal. O Instituto foi representado por Expedito Torres.

Inicialmente foi apresentado pelo presidente do CBH, Alexandre Bessa a situação hídrica da Bacia do Acaraú, principalmente a recarga dos Açudes da Bacia (ver quadro), sendo considerada muito boa a situação das águas, estando garantido o abastecimento pelos próximos 03 anos, pois alcançou 96,3% carga.

A Bacia do Acaraú é composta por 32 municípios, onde estão construídos 12 açudes de grande porte e administrado pela COGERH, armazenando cerca de 1,4 bilhão de metros cúbicos de água. Sendo uma das bacias em melhor situação no estado do Ceará. Existe porém dois açudes com problema, são eles o Farias de Sousa em Nova Russas com apenas 19,3 % da sua capacidade e o açude Bonito em IPU com apenas 48,5% de sua capacidade. O lado positivo foi a carga recebida pelo açude Forquilha que está com 76,1% de sua capacidade.

Segundo o diretor de Planejamento da COGERH João Lúcio Farias de Oliveira, os comitês de bacias, que no Ceará são 9, vão obter assento no Conselho Estadual dos Recursos Hídricos, ganhando assim maior poder intervenção nas decisões sobre os recursos hídricos. No inicio serão apenas como ouvintes com direito a voz, o voto só quando a assembléia aprovar a alteração na lei estadual de recursos hidricos.

João Lucio também anunciou que os recursos para elaboração dos planos de bacia, incluindo o do acaraú, já estão garantidos para 2008. Os recursos são estimados em 400 mil reais, sendo que em breve será licitado, após a realização de um seminário onde se definirá os critérios do Termo de Referencia.

Outro assunto tratado na Reunião foi a criação de Comissões Gestoras em cada açude. Assim será possível que a comunidade participe mais efetivamente das decisões.

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